J'en ferai une beauté par contraste, je trouverai le contre-partie, j'établirai un dialogue entre la rudesse et la finesse, entre le terne et l'intense, entre la précision et l'accident. Et je condurait les gens a observer et à reflechir." (Le Corbusier, 1953)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Apartamento L-C













our 1 ou 2 personnes il n'est pas nécessaire de réserver. Présentez-vous simplement aux horaires d'ouverture à l'appartemnt-atelier et à La Maison La Roche pour faire une visite. Les horaires d'ouverture vous pouvez accéder sur notre site www.fondationlecorbusier.fr

Adresse appartement-atelier/Immeuble Molitor/ 24, Rue Nungesser et Coli, métro Michel-Ange Molitor, ligne 9.

Adresse Villa La Roche/ 10, Square du Docteur Blanche, métro Jasmin, ligne 9.

Le tarif d'entrée est de 3 euros par personne et la visite n'est pas guidée.

Este edifíco apresenta, no seu exterior, algumas semelhanças plásticas com o Immeuble Clarté de Genebra, pela utilização exclusiva do vidro na fachada (quer através de janelas, quer de tijolos de vidro) e pela presença de telas de sombreamento em alguns pisos.
Neste edifício de habitação colectiva com um fogo por piso, ventilado por um saguão, situa-se a pent-house onde Le Corbusier viria a morar com Yvonne Galis. A característica mais evidente deste apartamento, construído de forma totalmente independente do resto do edifício, é a sua cobertura constituída por várias abóbadas catalãs. A organização do espaço é pouco convencional, sendo que quase não existem espaços exclusivamente de circulação. As várias zonas intersectam-se, sendo possível separá-las apenas por grandes planos pivotantes. A cor é aqui aplicada com alguma parcimónia, apenas para destacar alguns elementos tais como portas, dispositivos de ventilação ou pequenos painéis de madeira. De assinalar como excepção a zona de estar, em que existem três paredes de cores diferentes: uma de azul ultramarino, uma de cinza escuro e outra mais pequena num tom vermelho vivo. No entanto, existem fotos antigas que, embora estejam a preto e branco, transmitem a impressão de que no início da vida do edifício não existiria um cromatismo tão marcante nesta zona. É difícil precisar em que data estas cores terão sido aplicadas.
Alinhado com a mesa de jantar, que é uma peça de mármore fixa (à semelhança do que acontece no Pavilhão Suiço), está um vitral de dos rectângulos são coloridos, respectivamente, com verde, castanho, azul, amarelo e vermelho. A presença deste “acidente” no pano de vidro que abre a sala para a cidade (e, como sabemos, à data de construção do edifício abria a sala para uma extensão de terrenos rurais emoldurados por montes ao fundo) espalha uma luz enigmática sobre a zona de refeições. Julgo que este gesto poderá estar relacionado com o simbolismo da cabeceira da mesa de refeição, quer para assumir uma presença nesse lugar, quer para, no caso de alguém lá estar sentado (o próprio Le Corbusier?), recortar esse halo de luz.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Centre Le Corbusier, 1961-67 - Zurique












A última obra construída por L-C.

Este é considerado o último projecto de Le Corbusier, tendo sido concluída a construção após a sua morte. Corresponde a uma encomenda privada de uma bem sucedida decoradora ligada ao mundo das artes, que queria prestar homenagem ao arquitecto dedicando-lhe um museu onde pudesse divulgar as suas obras (algumas delas pertencendo à colecção da própria Heidi Weber) e o seu pensamento.
O “pavilhão” integra-se num parque urbano em Zurique, mesmo ao lado da casa da proprietária, uma típica construção suíça, com elementos em pedra e madeira, assim como cobertura em águas muito inclinadas. O sistema construtivo que Le Corbusier adopta tem a originalidade de começar pela cobertura, metálica, que se mantém solta do edifício e o precede, de forma a abrigar a construção do pavilhão expositivo, mais frágil, que sob ela se abriga. Este é constituído quase exclusivamente por peças pré-fabricadas em metal, madeira e painéis de porcelana. A excepção vai para o acesso vertical entre os quatro pisos visitáveis do edifício (um dos pisos encontra-se abaixo do nível do solo), que é um volume de betão à vista, escultórico, que se solta tanto do pavilhão como da cobertura, como se fosse um corpo independente que acoplou ao existente apenas para permitir a circulação vertical, um pouco à semelhança do que já tínhamos visto no Pavilhão Suiço em 1930.


The Heidi Weber Museum is a "Gesamtkunstwerk" and reflects the harmonic unity of Le Corbusier's architecture, sculptures, paintings, furniture designs and his writings which is unique and possibly the only one such existing structure in the world - a total work of art.
(Le Corbusier - the universal artist)

Located on the wooded shores of Lake Zurich, the last building designed by Le Corbusier, synthesizes Corbusier's genius. Yet it marks a radical change of his achievement of using concrete and stone so poetically. He framed his final masterpiece in steel and glass and thus created a signpost for the future. Le Corbusier made great use of prefabricated steel elements together with multi-coloured enamelled plates fitted to the central core, and above the complex he designed a 'free-floating' roof to keep the house protected from both the rain and the sun.

"... On the edge of a public park that rolls down to the beauty of the lake, it sits like an exotic insect warming its bright metallic wings in the sun..."
(Michael Peppiatt, Architectural Digest)

"... A dramatic, and highly fitting, memorial to a man who, all his life, had strived for the unusual...."
(Peter Haytt, Steel Profile)

"... Le Corbusier had, apparently, waved a wand and produced a fascinating little Greek temple from under his hat. It is possibly the finest thing he ever
did ..."
(Stephen Gardiner, Le Corbusier, Fontana Modern Masters)



Museum Milestones:

1960: Heidi Weber mandates Le Corbusier to conceive a public exhibition building.

1961: The first drawings for a building to be constructed in concrete arrive in Zurich.

1962: Le Corbusier changes the concept to steel.

1964: The construction starts.

1965: Le Corbusier passes away on August 27.

1967: On July 15, the Centre Le Corbusier - Heidi Weber Museum is officially inaugurated